Correio

da 

Saúde

Floresta enevoada

As mãos tremem, a boca seca
Há uma tristeza latente na espera
Para casa, você não vai
Pois o risco é grande demais
No desgoverno,
Se esconde o termo
Nas ruas por passeio, os homens de terno
No caixão, já sem medo, o Enfermeiro Roberto
Isolamento já deu, disse o Tadeu
De seu apartamento com vista pra museus
Um período que não tem cor
Somente a dor
Parece que não estão entendendo
Profissionais estão morrendo
Famílias inocentes
Pessoas decentes
A quem trabalha na beira do leito
Rezo a Deus a confortar
Infelizmente não tem jeito
Vidas vocês têm que salvar.

Anna Gabrielly Souza

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Responsabilidade Técnica: Grupo de Pesquisa, Enfermagem e Saúde Mental e Saúde Coletiva da UFPel   

Desenvolvido por César Sperb e Lilian Sperb

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